A conexão

Entre o ourives e o fogo existe uma relação intrínseca e fundamental na arte da ourivesaria.

O ourives é o artesão responsável por criar joias e objetos preciosos a partir de metais preciosos, como ouro, prata e platina.

O fogo desempenha um papel crucial em várias etapas do processo de ourivesaria.

Ourives iniciando os trabalho labaredas cintilantes clareando seu rosto belo

Fundição: Uma das etapas iniciais na criação de uma peça de joia é a fundição do metal. O ourives derrete o metal, geralmente usando um maçarico de alta temperatura, para transformá-lo em uma forma líquida.

Essa forma líquida é então despejada em um molde para criar a base da joia. O fogo é essencial para esse processo, pois é o calor intenso que permite que o metal mude de estado sólido para líquido.

 

Borax produto para ajudar na fluidez da fundição da prataprata 1000 saindo do pote de âmbar para o cadinho aonde será fundida em altas temperaturasMAÇARICO FUNDINDO A PRATA

A conexão entre o ourives e o fogo também remonta à história da alquimia, uma disciplina que antecedeu a química moderna e que buscava transformar metais comuns em ouro e alcançar a busca da "pedra filosofal". Os alquimistas acreditavam que o fogo era um elemento essencial em seus experimentos, pois acreditavam que era necessário para purificar e transformar os metais em substâncias preciosas. O uso do fogo na alquimia simbolizava a busca pela transformação espiritual e a busca pelo conhecimento oculto.

Assim, a relação entre o ourives e o fogo tem raízes profundas tanto na história da ourivesaria quanto na alquimia, representando a transformação, a criação e a busca por algo mais precioso e significativo, seja uma bela peça de joia ou um conhecimento profundo.

fogo labaredas fundiçãoO OPrives sente calor ao fundir a prata que está quase no ponto de virar na forma de aço

 

Os alquimistas frequentemente se referiam ao seu cadinho e forno como o "fogo do filósofo".

Esse fogo era visto como a chave para desvendar os segredos da transformação e da iluminação. Acredita-se que o fogo do filósofo fosse uma chama única e mística, representando a centelha divina da criação e da mudança.

Os alquimistas controlavam cuidadosamente a intensidade e a duração desse fogo em seus experimentos para alcançar resultados específicos, assim como o controle habilidoso exercido pelos ourives modernos em seu uso do fogo na ourivesaria.

 

o metal liquido sendo virado na rilheira na forma. 

Fotografias pelo olhar de  Lavinia Lohana

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